Conheça a seleção feminina de vôlei para as Olimpíadas

Por Enrico Monteiro

O técnico José Roberto Guimarães anunciou ontem as 12 jogadoras convocadas para tentarem o tricampeonato olímpico do Vôlei Feminino. Com os cortes da líbero Camila Brait, a levantadora Roberta e da oposta Tandara, a seleção brasileira tenta alcançar o feito da seleção feminina de Cuba, que foi tricampeã olímpica em 1992, 1996 e 2000.

Nesta temporada, o Brasil conquistou o seu décimo primeiro título do Grand Prix de Vôlei, e está confiante para enfrentar seleções que vem muito fortes, como os Estados Unidos, atual campeão mundial e campeão da Copa do Mundo, que tem Karch Kiraly como treinador e a China, vice-campeã mundial.

 

Convocação da seleção feminina de vôlei para a Olimpíada do Rio

Confira quem serão as 12 jogadoras que estarão com a responsabilidade de buscarem esse tricampeonato olímpico:

Centrais

Fabiana: Bicampeã olímpica, a central de 31 anos é uma das peças fundamentais na seleção. Atuando pela amarelinha desde 2004, a jogadora tem 14 títulos com a camisa brasileira e foi eleita a melhor bloqueadora dos Jogos de Londres 2012. É especialista na jogada de ataque ‘China’ e pode desequilibrar uma partida junto com Thaísa.

Thaísa: 29 anos, bicampeã olímpica e com uma vasta experiência por clubes e seleção. Com 1,96 m a jogadora é outro pilar da seleção de Zé Roberto. Segunda melhor bloqueadora do Grand Prix, a central é craque na bola rápida, quando o levantador coloca a bola para o meio de rede cravar na quadra adversária.

Juciely: Desde o ano de 2011 na seleção, a central irá, à princípio, compor elenco nesses Jogos Olímpicos, mas pode ser uma boa opção para o bloqueio caso a seleção sinta dificuldades nesse fundamento. Com 35 anos, com certeza fará sua despedida olímpica no Rio de Janeiro.

Adenízia: Desde 2009 na seleção brasileira, a jogadora de apenas 29 anos é a primeira opção caso a Thaísa e Fabiana não estejam em um bom dia. É boa nos ataques de meio de rede e esteve na campanha olímpica do ouro de 2012.

Levantadoras

Dani Lins: Uma das salvadoras nos Jogos Olímpicos Londres 2012, a jogadora foi a levantadora titular desde então. Com excelentes variações de jogadas entre as 4 posições de ataque, a atleta de 31 anos do Osasco é insubstituível.

Fabíola: A levantadora mostrou ter a confiança de José Roberto Guimarães, ao ser convocada 2 meses depois de ter seu segundo filho, ainda precisa retomar condições físicas e de jogo. Com 1,84m, a jogadora de 33 anos é uma das mais experiente do elenco e pode variar em momentos que Dani Lins fique abaixo do normal.

Atacantes

Natália: MVP do Grand Prix de 2016, Natália está na seleção desde os 18 anos e tem uma potência ímpar no ataque. Com 27 anos, a jogadora de 1,83m é peça indispensável nos Jogos Olímpicos e pode jogar de oposta, caso o treinador Zé Roberto necessite.

Fernanda Garay: Atleta de 30 anos entrou em 2010 na seleção brasileira e conquistou a posição de atacante no lugar de Jaqueline rapidamente. Com 1,79m, a jogadora foi a melhor ponteira passadora dos Jogos de Londres 2012, mas não foi tão bem nesse Grand Prix.

Gabi: Com 1,80m, a caçula da seleção brasileira tem apenas 22 anos e é a primeira reserva do treinador José Roberto Guimarães, até no caso da posição de oposta. Na seleção desde 2013, é a camisa 10 da amarelinha nestes jogos.

Jaqueline: Desde 2005 na seleção, a jogadora do Sesi-SP de 32 anos e 1,86m foi a opção de José Roberto Guimarães na final do Grand Prix, mostrando que pode ser ainda muito útil para a seleção brasileira. Em 2012 foi a maior pontuadora da grande final do bicampeonato olímpico.

Oposta

Sheilla: A oposta de 1,85m e 33 anos, é a craque da seleção brasileira e mostrou estar em boa fase no Grand Prix de Vôlei, eleita a melhor atacante da competição. Única oposta no elenco, é a jogadora para desafogar em momentos que as ponteiras sintam a pressão da torcida. Quem sabe, repete sua atuação de gala daquele jogo de 2012 conta a Rússia.

Líbero

Leia: Jogadora de 31 anos, convocada para seleção desde 2014, é bicampeã do Grand Prix de Vôlei. Conquistando a confiança do treinador Zé Roberto Guimarães, a jogadora do Minas será a líbero rumo ao tricampeonato olímpico, desbancando Camila Brait.

 

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