Serginho se aposenta da seleção e deixa um legado incrível

Aos 41 anos e dono de quatro medalhas olímpicas, o líbero faz seus últimos jogos defendendo o Brasil nesse final de semana

Por Rafael Sarchis

A seleção brasileira masculina de vôlei fará dois amistosos contra Portugal, o duelo chamado de Desafio do Ouro, acontece hoje, às 16 horas, em Curitiba. O jogo será realizado na Arena da Baixada e já teve 32 mil ingressos vendidos. O segundo encontro será amanhã, às 10 horas, no Mané Garrincha, em Brasília. Todos os 12 medalhistas estão confirmados, entre eles, o líbero Serginho, fazendo a sua despedida da seleção.

Também conhecido como escadinha, o jogador marcou época no vôlei brasileiro e é o principal símbolo da geração mais vitoriosa do esporte no país. Além disso é também um marco para a posição de líbero na história do vôlei. Isso porque é o único jogador da função eleito como craque de uma competição. O camisa 10 conseguiu isso por duas vezes, em 2009 na Liga Mundial e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Além dos feitos individuais, ele participou de quatro Olimpíadas, chegou na final em todas elas. Foi medalha de Prata em Pequim 2008 e Londres 2012, e conseguiu o ouro em Atenas 2004 e no Rio de Janeiro 2016. Depois da conquista no país, fez um emocionante discurso na quadra do Maracanãzinho. Serginho é dono de uma história fantástica, confira abaixo.

Decepção e retorno

Depois do vice campeonato em Londres, ficou dois anos fora da seleção. Só retornou em 2015, quando foi convocado para a disputa da Liga Mundial. Aliás, nesse torneio o “melhor líbero da história do vôlei” também colocou o seu nome na galeria dos maiores. Foi campeão por sete oportunidades (2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009) e vice em 2002. Em 2016 estava no grupo, mas não jogou a final contra a Sérvia.

Soma-se no currículo de Serginho mais dois Campeonatos Mundiais em 2002 e 2006. Além disso, conquistou ainda duas Copas do Mundo, em 2003 e 2007. Fora as diversas conquistas por seus clubes. Serginho ou Escadinha, seja como for, o fato é que seu nome está escrito na história do vôlei brasileiro e mundial e vai ser muito difícil alcançar os feitos do camisa 10 da seleção.

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