Roger é a solução para o Corinthians? Cristóvão não é!

A insatisfação do torcedor corintiano com seu treinador aumenta a cada rodada. Se distanciando da briga pelo título do Campeonato Brasileiro, Cristóvão Borges não consegue o apoio das arquibancadas e, para piorar, ganhou mais um obstáculo. Com a saída de Roger Machado, do Grêmio, a pressão aumenta sobre ele.

Quando o assunto é “treinador do Corinthians”, fica impossível não citar o passado recente de Tite. O atual comandante da Seleção Brasileira se tornou um verdadeiro ídolo da torcida alvinegra e ainda é presença cativa nos melhores sonhos corintianos. Nessa semana, o nome do técnico voltou a ser citado, por ter indicado Roger Machado quando deixou a equipe paulista.

A demissão de Roger Machado

Assim que a saída de Roger foi anunciada pelo Grêmio, a torcida do Corinthians tratou de se movimentar nas redes sociais. De cabeça quente com o empate com o Coritiba, os torcedores pedem a troca no comando da equipe. O ex-gremista não é o salvador da pátria e está longe do nível de Tite, mas Cristóvão Borges tem sido alvo constante dos corintianos, apesar da diretoria do clube garantir o técnico no time.

Roger e Tite se abraçam.

Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com

Roger Machado tem carreira curta no futebol brasileiro. Ex-zagueiro e lateral esquerdo, com destaque pelo tricolor gaúcho e Fluminense, começou a carreira como treinador se destacando pelo Juventude. Chamou a atenção do Grêmio e foi contratado para assumir o lugar de Felipão no Campeonato Brasileiro de 2015, ainda na quarta rodada. Neste mesmo ano, chegou ficou na terceira colocação ao final do torneio. Em 2016, a campanha foi mais discreta, sem sucesso no estadual, tampouco na Libertadores, mas um dos postulantes ao título do Brasileirão. O início foi animador, mas a equipe caiu de produção e a distância do G4 aumenta a cada partida. Com isso o comandante pediu o boné e se desligou da equipe.

O que chama a atenção é que Cristóvão teve um começo tão animador quanto o do gaúcho. Assumiu o lugar de Ricardo Gomes, em 2011, pelo Vasco, e brigou com o próprio Corinthians até o fim do Brasileiro daquele ano. O título ficou em São Paulo e as duas equipes se encontraram novamente na Libertadores da América da temporada seguinte, com mais um triunfo corintiano. Até então, os números do treinador eram animadores, mas despencaram. Passou por Bahia, Fluminense, Flamengo e Atlético-PR até aterrissar em território paulista, sem deixar saudade por onde esteve.

Cristóvão Borges Corinthians

Foto: Esporte Interativo

 

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Cristóvão no Corinthians

A diretoria do Corinthians tenta constantemente apoiar seu treinador. Em sua apresentação, lembraram sua passagem pelo clube, ainda como jogador. Mesmo com a cobrança da torcida, afirmam que ainda existe confiança no comandante, mas isso não entra em campo.

O corintiano ficou mal acostumado, desde que Mano Menezes assumiu a equipe, em 2008. Foram muitos títulos e apenas Adílson Batista não convenceu no comando da equipe, em uma curta passagem há cinco anos atrás. De oito anos pra cá, o “revezamento” entre o treinador que tirou a equipe da Série B e Tite foi de deixar qualquer torcedor na esperança de títulos. E mais, o estilo gaúcho dominou o Parque São Jorge, outro ponto a favor de Roger Machado.

Impossível afirmar que a solução vem do Sul. Roger não é Tite, muito menos o “Guardiola brasileiro”. Mas Cristóvão, que tem sim um time fraco, também está longe do nível dos outros treinadores que brigam pelo Campeonato Brasileiro. Uma equipe irregular precisa de um comandante melhor, mas o atual está garantido. Basta saber até quando, com uma sombra tão forte.

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