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Retrospectiva 2016: Palmeiras e Grêmio quebram tabu no futebol brasileiro

Por Rafael Sarchis e Rafael Campos

Campeonatos estaduais: recordes por todo o Brasil

Nada mudou no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. O Vasco se tornou o time com mais bicampeonatos do Campeonato Carioca, com a quarta conquista. Mais um título do Santos fez com que o Peixe igualasse o o Palmeiras como segundo maior campeão do Paulistão, vencendo o surpreendente Audax, na final. Hexa pela terceira vez no Gaúcho, o Internacional é o time que mais chegou ao feito. Em Minas surpresa, com o América-MG campeão estadual depois de 15 anos. Tabu também no Paraná, com o título do Atlético-PR depois de sete anos. Em 2016, o Paysandu se tornou o segundo maior campeão estadual do Brasil, igualando o Bahia, com 46 títulos. O ABC foi quem mais venceu no país, 53 vezes.

(Foto: Fernando Torres/Ascom Paysandu)

(Foto: Fernando Torres/Ascom Paysandu)

Campeonato Brasileiro: Palmeiras sai da fila de 23 anos

No dia 29 de abril de 2016, duas semanas antes do Campeonato Brasileiro começar, Cuca, treinador do Palmeiras disse em entrevista ao Globoesporte.com que a sua equipe seria campeã brasileira nesse ano.

O fato se concretizou apenas em novembro, no dia 27 de novembro, vitória por 1 a 0 contra a Chapecoense. A frase na época teve efeito um efeito de soberba para os adversários e dentro do elenco serviu para motivar o grupo que fez fraco primeiro semestre, sendo eliminado na Libertadores e no Paulistão.

Além do lado motivacional, o time alviverde também teve importantes mudanças que fizeram a equipe jogar mais bola. Jean que antes alternava a titularidade com Arouca, foi o dono da lateral direita. Zé Roberto ganhou a posição na ala esquerda. Moisés, recuperado de lesão que o afastou durante 4 meses e TcheTche, destaque no estadual pelo Audax, foram os donos do meio de campo. Dudu foi jogar de ponta e ganhou a companhia de Róger Guedes, recém chegado do Criciúma. Isso sem falar de Gabriel Jesus que virou centroavante e não parou de fazer gols importantes.

Era um Palmeiras totalmente diferente também no campo. Resultado disso foi uma goleada por 4 a 0 contra o Atlético PR logo na estreia. Veja abaixo. Um time que jogava bonito e empolgou o torcedor até a décima quinta rodada. Gabriel Jesus e Fernando Prass foram convocados para a seleção brasileira e desfalcariam a equipe por 6 jogos. O goleiro ainda se machucou e só voltou a jogar na partida do título.

Uma sequência de três partidas sem vitórias, o goleiro reserva entrando e falhando nesses jogos e a desconfiança estava de volta ao verdão. Até que na última rodada do primeiro turno surge Jaílson, terceiro goleiro, 36 anos e que fez um campeonato sensacional, sem nenhuma derrota.

Do jogo bonito para a eficiência

Impecável, assim foi o segundo turno do Palmeiras no Brasileirão 2016. Melhor turno de qualquer equipe na história dos pontos corridos com 20 clubes. Foram 44 pontos em 57 possíveis. Uma novidade da equipe foi a chegada do zagueiro colombiano Mina, que mesmo com 12 jogos, fez um excelente torneio e foi peça importante para a conquista alviverde.

“Cucabol”; “Dependente de Gabriel Jesus”; “Não tem variação tática”; “Só faz gol de bola parada”, tudo isso foi ouvido pela equipe durante todo o segundo turno e respondido com um futebol de muita eficiência, que resultou em apenas um derrota (1×0 para o Santos) e o time verde manteve a liderança por todo turno final. Destaque para a vitória em Itaquera, por 2 a 0, contra o Corinthians. Veja os melhores momentos.

Cheirinho e novos treinadores

Embalada pela chegada de Diego e por um bom primeiro turno, a torcida do Flamengo via a chegada do hepta cada vez mais perto. Até na lembrança de 2009, quando o Palmeiras liderou o Campeonato por boa parte e o título acabou com o Rubro-negro. Qualquer fato era para lembrar o ano do hexa. Com todos esses ingredientes a nação criou o “Cheirinho” para dizer que o sétimo troféu brasileiro estava mais perto. Porém, a conquista foi do Palmeiras e claro que teve provocação.

Essa empolgação dos flamenguistas tem relação com o surgimento de Zé Ricardo, treinador que comandou a equipe nesse campeonato e que fez um ótimo trabalho, deixando o Fla na terceira colocação e com a vaga na Libertadores da América. Isso logo no seu primeiro emprego nos profissionais.

Outro que destacou e de maneira mais surpreendente ainda foi Jair Ventura, que também deixou a sua equipe classificada para a Libertadores. O contestado e candidato a rebaixamento, Botafogo fez um grande segundo turno e surpreendeu a todos com a chegada de Jair e deu trabalho aos adversários.

Sofrimento Colorado

Se existe uma cartilha para o rebaixamento, o Internacional seguiu ela com louvor e o destino final foi a Série B. No início de 2016 a equipe colorada emprestou o seu principal ídolo D´alessandro para o River Plate. Foram quatro treinadores durante o Campeonato Brasileiro, com destaque para a péssima passagem de Celso Roth, técnico que em 2015 também ajudou a rebaixar o Vasco e agora acumula mais um fracasso no currículo. Um fato é que o Inter tinha bons valores no seu elenco, veja mais.

LEIA MAIS >>> Rebaixado, Inter tem bons valores para clubes da Série A

Série B: Clubes tradicionais de volta e Vasco passa sufoco

A grande expectativa na Segundona era o retorno, com sobras, do Vasco, mas isso não aconteceu. A equipe de Jorginho e Nenê deixou a desejar e por pouco não fica mais um ano na Série B, terminando na terceira posição. Quem mostrou o melhor futebol foi o Atlético-GO, campeão com sobras. Além dos cariocas e goianos, Avaí, vice-campeão, e Bahia, quarto lugar, conquistaram a volta a primeira divisão nacional.

SERIE A

Copa do Brasil: Fim do jejum Gremista

Valdir Espinoza e Renato Gaúcho juntos pelo Grêmio é sinal de título, eles estiveram juntos na conquista do mundial tricolor como treinador e jogador, respectivamente, e assim foi em 2016, dessa vez como coordenador e técnico. Eram 15 anos sem conquistas e nesse período a torcida azul viu seu rival ganhar a Libertadores por duas vezes.

Nesse ano, o Internacional foi rebaixado para a segunda divisão e o gremista pode sorrir ainda mais com a conquista da Copa do Brasil. A quinta na galeria do clube, maior campeão do torneio.

O time gaúcho entrou na competição apenas na fase oitavas de final e o começo foi complicado. Classificação nos pênaltis contra o Atlético PR. Depois outro duelo difícil, o atual campeão Palmeiras e um empate em fora de casa, classificou o tricolor para a semifinal.

A partir dessa fase só times mineiros no caminho. Primeiro foi o Cruzeiro, vitória no Mineirão por 2 a 0 e um empate em casa colocaram o Grêmio na final. Agora era a vez do Atlético MG, com um elenco recheado de craques. Só que outra vez o time azul venceu no Mineirão, triunfo por 3 a 1. Coube a equipe administrar o empate por 1 a 1 na Arena e soltar o grito de “É Campeão”depois de 15 anos. Veja os melhores momentos.

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