Retrospectiva 2016: Era Tite – a seleção volta a encantar!

Por Bruno Louzada

O anúncio de Marco Polo Del Nero, logo após o fracasso na Copa, de Dunga como novo técnico da seleção – e Gilmar Rinaldi como coordenador – foi um soco no estômago de todos. Tantos debates sobre reformas no futebol brasileiro, nomes como Guardiola, Sampaoli ou Tite pautavam a discussão. O que se esquecera, porém, é que a decisão estava nas mãos de Del Nero e companhia.

Como se fosse de propósito, como quem quisesse dizer “nós mandamos aqui e não vamos ceder à pressão”. Uma certa “birrinha” da cúpula da CBF. Mas o tempo manda a conta de certas escolhas. A segunda Era Dunga, com bons resultados apenas em amistosos e o bom futebol sempre distante, chegava ao fim com mais uma eliminação precoce na Copa América Centenário.  Há quem agradeça Ruidíaz até hoje pelo gol que deixou o Brasil na primeira fase.

Depois do desastre em 2014, o Brasil perdeu dois anos com um trabalho que não levaria a lugar nenhum. Enfim era hora de atender o clamor popular. Se grandes nomes estrangeiros não estavam ao alcance, existia uma quase unanimidade por aqui: o atual campeão brasileiro Tite. A seleção brasileira voltava a ter um técnico.

Se na coletiva de apresentação Tite deu de 7 a 1 em Dunga, em campo a diferença se manteria. Seis jogos, seis vitórias, 17 gols marcados e 1 sofrido. Liderança das eliminatórias, bom futebol, torcida empolgada: o Brasil parava novamente para ver a seleção.

Rapidamente, Tite conseguiu recuperar o tempo perdido. Sem fórmula mágica. A estreia contra o Equador mostrou as primeiras mudanças. Mais compacta e criativa, e menos dependente de Neymar, vitória por 3 a 0 fora de casa. Uma grande aquisição para a seleção: Gabriel Jesus.

As vitórias seguintes sobre Colômbia (2×1), Bolívia (5×0), Venezuela (2×0), Argentina (3×0) e Peru (2×0) evidenciaram a evolução da seleção. O surgimento de novas peças ou crescimento de alguns que lá estavam: Renato Augusto, Marcelo, Coutinho, Marquinhos… E, claro, uma equipe na acepção da palavra.

Futuro com Tite

A seleção ainda tem muito o que crescer e será constantemente colocada à prova. Mas 2016 fica marcado como o ano do ressurgimento, de certa forma, da recuperação da identidade. A camisa amarela voltou a encantar. E grande parte disso se deve a AdenorBacchi, o Tite.

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