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Retrospectiva 2016: Em final inédita, Atlético Nacional leva a Libertadores

Atlético Nacional leva a Libertadores 2016 (Divulgação)

Atlético Nacional leva a Libertadores 2016 (Divulgação)

Por Rodolfo Lamas

Mais uma vez o maior torneio de clubes das Américas começava recheado de expectativas positivas para as equipes brasileiras. Porém, como nos últimos anos, decepção. Por outro lado, a competição se desenhou com muitas surpresas. O ótimo Atlético Nacional da Colômbia que encantou por seu bom futebol. Além disso, a espetacular caminhada do “novato” Independiente Del Valle do Equador, que ficou conhecido como o “matador de gigantes”.

Brasileiros ficam pelo caminho

Como quase sempre acontece os clubes brasileiros chegaram à Libertadores como os grandes favoritos ao torneio, pelo menos segundo boa parte da nossa imprensa. Essas análises prévias colocando o futebol brasileiro acima dos demais na América do Sul, muito tem a ver com o poderio financeiro, que nem sempre é fator determinante dentro de campo.

 
Com exceção do Corinthians, que negociou seus principais jogadores ao término de 2015 e fez algumas contratações questionáveis para 2016, os demais times investiram em grandes reforços. Entretanto, os vexames não deixaram de acontecer.

 
O Palmeiras, por exemplo, foi eliminado ainda na primeira fase da competição. O São Paulo até conseguiu se classificar, mas aos trancos e barrancos.

 
Na segunda fase novas decepções. O Corinthians de Tite caiu logo nas oitavas para o Nacional do Uruguai. O grêmio foi amassado pelo Rosário Central e também foi eliminado após duas derrotas. Apenas São Paulo e Atlético Mineiro avançaram e ironicamente esse foi o confronto das quartas.

 
Comandada pelo argentino Edgardo Bauza, bicampeão das Américas, a equipe do Morumbi se mostrava “copeira”. Fazia o resultado em casa e jogava para o gasto longe do Brasil. E esse foi o desenho desse confronto: o São Paulo venceu em casa por 1 a 0. No Horto vitória atleticana, mas por 2 a 1, resultado que classificou o time paulista.
Porém, na semifinal as coisas mudaram para o São Paulo. O adversário era o forte atlético nacional, equipe de melhor campanha na primeira fase e que vinha apresentando um grande estilo de jogo, voltado para o ataque.


O grande nome do duelo foi Miguel Borja, atacante recém contratado pelos colombianos e que foi determinante na classificação do Atlético para a final. Vitória no Brasil e na Colômbia, vaga incontestável.

Final Surpreendente

Paralelo aos insucessos brasileiros, dois clubes chamaram à atenção na Libertadores da América de 2016: Atlético Nacional e Independiente Del Valle, que inclusive fizeram a final do torneio.

 
Os colombianos foram os melhores do começo ao fim da competição. O estilo de jogo ofensivo implementado por Reinaldo Rueda rendeu diversos elogios à equipe. Passou fácil pela primeira fase e depois foi derrubando um a um seus adversários.

 
Já os equatorianos chegaram como desconhecidos. Em sua primeira participação na Libertadores, o Del Valle conseguiu se classificar em um grupo que tinha Atlético Mineiro e Colo-Colo.

 
Nas oitavas outra pedreira: o River Plate, atual campeão e time muito tradicional. Surpreendentemente passou o Del Valle passou. Até aí o feito já era enorme, só que eles não pararam. Eliminaram o Pumas nas quartas e o todo poderoso Boca Juniors na semi. Por provocar a eliminação das potências argentinas o pequeno clube do Equador ficou conhecido como o “matador de gigantes”.

 
A final foi com a “cara” da Libertadores: muita festa das torcidas, principalmente no Atanasio Girardot, estádio do Nacional e em dois jogos disputados dentro de campo.

 
Depois do 1 a 1 no Equador, o Atlético venceu na volta por 1 a 0, com gol de Miguel Borja. Atlético campeão pela segunda vez na história.

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