Por que Tite pode dar certo na seleção?

Em suas últimas passagens pelo Corinthians, treinador passou por dificuldades semelhantes às vividas pelo Brasil

Tite era a preferência da maioria dos brasileiros para assumir o comando técnico da Seleção Brasileira. Principalmente pelas conquistas no Corinthians, ganhou respeito e credibilidade no país. Nas duas passagens venceu dois Campeonatos Brasileiros, uma Liberadores e um Mundial como destaque. Agora cabe ao treinador levar o Brasil para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, conquistando uma vaga através das Eliminatórias, na qual hoje se encontra na sexta colocação.
A equipe do Guia da Bola selecionou situações complicadas passadas por Tite nos últimos anos à frente do Corinthians em que o treinador deu a volta por cima e que deve encontrar na Seleção Brasileira.

Vexames

Logo no início de sua trajetória vitoriosa no Corinthians, Tite sofreu com uma eliminação na Pré-Libertadores para o Tolima, em 2011. Apesar da pressão da torcida pela queda precoce, o treinador foi mantido e campeão brasileiro daquele ano.
Em 2015 a situação foi parecida. Desta vez nas oitavas da competição continental, a eliminação veio, em casa, para o inexpressivo Guarani do Paraguai. O cenário se repetiu com o título do Campeonato Brasileiro da mesma temporada.
Pela seleção, vai ser responsável pela volta por cima depois de uma eliminação na Copa América Centenário, logo na primeira fase, feito que não acontecia com a seleção desde 1987.

Reformulações

Após a eliminação para o Tolima, Tite viu dois jogadores de renome mundial deixarem o Corinthians. Ronaldo e Roberto Carlos saíram da equipe antes da disputa do brasileirão. Além deles, Elias, logo no começo de 2011, e Dentinho foram negociados para o Atlético de Madrid, da Espanha, e Shakhtar Donetsk, da Ucrania, respectivamente. Liedson, Fábio Santos, Paulinho e Willian foram os substitutos e marcaram história no clube.
Veio outro desmanche em 2015, mas dessa vez mais discreto. Emerson Sheik, Petros, Paolo Guerrero e Fábio Santos deixaram a equipe. Mesmo com as baixas o treinador conseguiu reformular a equipe e com jogadores do próprio elenco e vencer o Campeonato Brasileiro.
Na Seleção Brasileira o desafio da reformulação vai acontecer através de convocações. Alguns nomes selecionados por Dunga são contestados pela torcida. Com a mudança, Tite vai ter a possibilidade de trazer novos nomes para formar sua equipe.

Má fase dos centroavantes

Na histórica conquista da Libertadores de 2012, Tite levou o Corinthians sem utilizar um homem de referência no ataque nas fases decisivas. Liedson era o camisa 9 da equipe, mas a fase não era boa. Com Sheik e Willian jogando pelos lados do campo, o treinador revezava os meias Danilo e Alex como homens mais avançados atuando centralizados. Deu certo…
Após a saída de Guerrero em 2015, Vagner Love passava por fase muito ruim. A opção escolhida por Tite foi Danilo. O veterano atuou no ataque com liberdade na armação e sem ser fixo como um centroavante. Outra peça utilizada pelo treinador como atacante foi Renato Augusto, quando Paolo Guerrero foi expulso na partida ainda no primeiro tempo da ida da Pré-Libertadores daquele ano, enfrentando o Once Caldas, em partida que o alvinegro venceu por 4 a 0.
Atualmente, a seleção, acostumada com Careca, Romário e Ronaldo, passa por uma fase de escassez no ataque. Os últimos centroavantes convocados por Dunga foram Ricardo Oliveira e Jonas, artilheiros do Campeonato Brasileiro 2015 e Português 2016, respectivamente. Mesmo com boas temporadas não agradam como nomes do passado verde amarelo, colocando em questão a possibilidade de jogar sem um homem de referência.

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