Nenê na seleção?

Vascaíno vem jogando o fino da bola ultimamente e há quem diga que o jogador mereça ser convocado para a seleção brasileira

Vindo do exterior rodeado de desconfiança, Nenê chegou ao Vasco com a difícil missão de salvar a equipe de um rebaixamento quase certo. Aos poucos o jogador foi mostrando sua qualidade e com isso, a equipe cruzmaltina foi melhorando gradativamente e por muito pouco não se salvou da degola na temporada passada.

Pelo Vasco em 2015, Nenê participou de 20 jogos, fazendo 9 gols e contribuindo com 3 assistências. Nesse ano os números do camisa 10 são ainda melhores. Em 2016 já foram 21 jogos, com 10 gols e 10 assistências.

A conquista do Campeonato Carioca desse ano de maneira invicta e a eleição do craque da competição, mostram o excelente momento de Nenê no futebol brasileiro. Aliado a isso, a estreia do Vasco na série B, onde o time venceu o Sampaio Corrêa, fora de casa, por 4×0 é mais um exemplo claro da fase do jogador. O dez da colina participou de todos os gols de sua equipe na partida, marcando 3 e dando passe para o colombiano Riascos marcar outro.

Com todos os bons números apresentados, Nenê pode manter vivo o sonho de ser convocado para a seleção brasileira. A idade do jogador não parece ser um empecilho para isso, pois com 34 anos ele é um ano e dois meses mais novo que Ricardo Oliveira, atacante do Santos frequentemente convocado por Dunga.

Convocados na segundona

Preparamos uma lista com alguns jogadores que foram convocados para suas seleções, mesmo com seus clubes na segunda divisão nacional.

Marcos – “São” Marcos operou vários milagres em sua carreira, mas não conseguiu evitar o rebaixamento do Palmeiras em 2002. Campeão Mundial com a seleção brasileira e eleito o quarto melhor goleiro do mundo naquele ano, Marcos decidiu permanecer no Porco mesmo com proposta do Arsenal-ING. Seu posto como goleiro do Brasil não mudou e o jogador foi convocado mesmo atuando na série B, em 2003.

Jefferson – O goleiro foi rebaixado com o Botafogo em 2014, mas isso não alterou sua vida na seleção. Disputando a série B em 2015, o jogador foi titular da meta brasileira em boa parte da nova era Dunga, até perder o posto nas eliminatórias para a Copa da

Rússia de 2018. O técnico brasileiro disse que a escolha foi técnica e não pelo fato do jogador atuar na segundona.

Henrique – O zagueiro era uma das peças mais importantes no elenco do técnico Luiz Felipe Scolari, campeão da Copa do Brasil 2012. Mas, já sem Felipão, o Palmeiras foi novamente rebaixado para série B, após dez anos. Em 2013, após boas atuações, foi convocado para a seleção brasileira, por seu antigo comandante dos tempos de verdão. Capitão na campanha do acesso alviverde, Henrique também fez parte do elenco campeão da Copa das Confederações daquele ano.

Buffon – Rebaixado com a Juventus em 2006, após a justiça italiana descobrir que a “Velha Senhora” participou de esquemas de favorecimento de resultados, Buffon preferiu permanecer na sua equipe. Campeão nesse mesmo ano da Copa com a “Azurra”, o goleiro continuou sua vida normalmente na seleção, mesmo com seu time na divisão de acesso.

Baresi – Uma lenda da história do Milan, o zagueiro fez parte de um dos piores momentos do clube. Rebaixado em duas oportunidades no inicio dos anos 80 com a equipe italiana, Franco Baresi viveu situação completamente oposta com a seleção, pois foi campeão da Copa do Mundo de 82, na Espanha.

Trézéguet – Para não dizer que apenas defensores permaneceram em suas equipes no pós rebaixamento, aí está o atacante francês David Trézéguet para provar o contrário. O jogador vivia grande fase na carreira. Estava bastante valorizado no mercado, mas assim como Buffon, decidiu permanecer na equipe de Turim para jogar a divisão de acesso do “Calcio”. Paralelo à série B italiana, o jogador disputou partidas pela França, nas eliminatórias para a Eurocopa de 2008.

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