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Heróis improváveis: além de Éder, relembre alguns personagens que também fizeram história por suas nações

Equipe do Guia da Bola preparou uma lista com nomes que, assim como o português, serão lembrados eternamente por seus feitos em suas seleções

 

 

Quase ninguém imaginou que o herói da final da Eurocopa 2016 disputada entre Portugal e França seria o atacante Éder. Do lado lusitano esperava-se esse tipo de protagonismo de Cristiano Ronaldo, Nani, e até do jovem Renato Sanches. Já os franceses esperavam que o título chegasse através de Griezmann, Pogba ou Payet. Mas, como em outros casos na história do futebol, a conquista veio de onde menos se esperava.

Aos 28 anos, Éder, jogador de origem africana escreveu para sempre seu nome na história do futebol português. Ele é simplesmente o atleta que marcou o gol do único título profissional do país na modalidade. Fez o que nomes como Eusébio, também de origem africana, Luís Figo e até Cristiano Ronaldo não conseguiram.

Coincidência ou não Éder atua no futebol francês, na equipe do Lille. Seus números na temporada que passou não foram nada espetaculares. Em 29 jogos fez apenas 6 gols e contribuiu com mais 4 assistências.

Na seleção portuguesa sempre passou despercebido. Ao todo foram 29 jogos e 4 gols, contando o da final da Eurocopa. Até essa partida nunca havia marcado por Portugal em um jogo oficial, apenas em amistosos.

Somado a todos esses números pouco expressivos, o feito de Éder na final se torna ainda maior pelo motivo de tempo em campo do jogador. Antes dessa partida ele só havia atuado em 13 minutos ao longo de toda competição. Foram 6 na partida contra a Islândia e mais 7 no duelo contra a Áustria. A seleção Portuguesa jogou pouco mais de 720 minutos nessa edição de Eurocopa, apenas 54 deles com o atacante em campo.

Veja outros heróis

Separamos aqui alguns jogadores até então pouco badalados, mas que em uma atuação ou gols, foram fundamentais para grandes conquistas de suas seleções.
Paolo Rossi (Copa de 1982) – por muito pouco Rossi não disputou aquele mundial. Evolvido em um esquema de manipulação de resultados no futebol italiano, o jogador ficou quase dois anos sem atuar. Mas a confiança do técnico Enzo Bearzot foi fundamental para se tornar um dos nomes mais lembrados na história do futebol. Titular na primeira fase da Copa, foi muito contestado pela imprensa italiana, pois passou os quatro primeiros jogos sem marcar.

O duelo estava recheado de grandes estrelas como Zico, Falcão, Sócrates pelo Brasil e, Conti, Oriali e Tardelli pela Itália. Mas o brilho veio de onde menos se imaginava. Paolo Rossi não só desencantou nesse jogo, marcando três gols, como foi o nome da partida e da sequência da competição que terminaria com a Azurra campeã. O jogador foi responsável pela conquista italiana e por derrotar uma seleção que é considerada uma das maiores do futebol.

Oliver Bierhoff (1996) – o grandalhão de 1,92m não foi um atacante dos mais técnicos. Até chegar ao Milan em 1998, havia atuado em equipes de porte médio no futebol europeu sem muito destaque. O maior momento de sua carreira aconteceu na final da Eurocopa de 96.

A seleção alemã que contava com Jurgen Klinsmann e Matthias Sammer, precisou recorrer a um suplente pouco utilizado na competição para ser campeã.
Bierhoff entrou na segunda etapa e marcou o gol de empate no tempo normal contra a República Tcheca. Na prorrogação fez o segundo gol e decretou a vitória de sua equipe – naquela época ainda era usado o gol de ouro.

Angelos Charisteas (2004) – se em 2016 Portugal comemorou o título da euro ao bater a anfitriã com um gol de um jogador improvável, em 2004 foram os lusos que sofreram. Jogando contra a equipe da casa a Grécia não tomou conhecimento dos portugueses e levantaram o único troféu de sua história graças a Charisteas. O atacante de pouca técnica acertou a cabeçada mais importante de sua vida naquela tarde de 4 de julho de 2004 e elevou seu nome ao patamar dos Deuses do Olimpo.

Mario Götze (2014) – o jogador já não gozava do mesmo prestigio de antes. Depois de sair do Borussia Dortmund em 2013 para o Bayern de Munique, Götze amargou em muitas oportunidades o banco na equipe da Baviera. Essa também passou a ser sua rotina na seleção alemã. Até que na final da Copa de 2014 mudou para sempre seu status.

O atleta entrou já no fim do jogo contra a Argentina, simplesmente no lugar do maior artilheiro das Copas Miroslav Klose. Aos nove minutos da segunda etapa da prorrogação, Götze marcou o gol do título alemão.

Vale lembrar que em campo tinham jogadores como Messi, Aguero, Müller e Kroos, mas quem brilhou foi o jogador que andava meio esquecido na tanto em seu clube, quanto em sua seleção.

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