• Home »
  • Brasil »
  • Em Bauza, a seleção argentina busca o que o São Paulo encontrou nele: uma identidade

Em Bauza, a seleção argentina busca o que o São Paulo encontrou nele: uma identidade

Desde Muricy, o tricolor buscava o que o conjunto de craques albicelestes não é – um time

Por Bruno Louzada

Tudo indica que Edgardo Bauza deixa o São Paulo para assumir a seleção argentina. No seu país, o técnico tem uma missão parecida com a que tinha no São Paulo, guardadas as devidas proporções. Ele precisar unir peças e montar um time, que seja regular e capaz de potencializar o rendimento das suas referências – sem ser extremamente dependente delas.

Você pode dizer que a Argentina chegou nas três últimas finais das competições que disputou. Sim! E perdeu exatamente para aquilo que ela busca: Alemanha e Chile são coletivos ao extremo, equipes na acepção da palavra. Nossos vizinhos tiveram algo próximo disso com Sabella, mas uma coisa atrapalha muito. O longo jejum de títulos gera grande pressão nos treinadores, que não conseguem ter sequência. Desde Bielsa – entre 99 e 2004 – um técnico não completa um ciclo de Copa na seleção.

Além da possível debandada após a Copa América Centenário, a Argentina precisa resolver alguns problemas (a começar por não deixar Higuaín jogar partidas decisivas).

Identidade

Antes de entrar nesse ponto, é preciso desconstruir, na medida do possível, a imagem de retranqueiro de Bauza. O treinador é, sim, obcecado por montar boas defesas. Mas seu San Lorenzo de 2015 esteve entre os três melhores ataques da Argentina. Nesta Libertadores, campanha de 19 gols e artilheiro da competição – Calleri, com nove.

Melhor opção?

Entre os acessíveis, sim. Sampaoli era o grande nome. Pochettino seria excelente. Simeone, nem se fala… Mas nenhum deles sairia da situação que vivem hoje na Europa. Outros treinadores do mercado nacional também foram especulados – Marcelo Gallardo se disse envergonhado com a AFA e declinou um suposto convite. Mas pelo currículo e pela disponibilidade (leia-se vontade), Bauza foi uma boa escolha.

Missão

Renovar. Se não é o principal desafio de Patón, é importante – já pensando em 2018. Integrar jogadores como Dybala, Mammana, Kraneviter, Icardi, Ocampos, Calleri até… A seleção mantém uma base desde 2010, que precisa ser renovada. Não completamente deixada de lado, obviamente. A princípio, o time titular mudaria muito pouco, mas o banco sofreria algumas alterações.

Comments