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Declaração de Geromel sobre elenco evidencia problemas no Grêmio. Mas será que ele tem razão?

“Nosso time não é qualificado o suficiente”, exclamou o zagueiro após nova derrota no Brasileirão

Por Rodolfo Lamas

Em queda na tabela de classificação, o Grêmio passa por um momento delicado no Campeonato Brasileiro. Antes visto como exemplo a ser seguido, muito em função das grandes atuações, hoje não apresenta a consistência de antes. O zagueiro Pedro Geromel, uma das referências do time, foi bem sincero ao falar da atual situação do clube, após a derrota de ontem para a Ponte Preta, por 3 a 0: “Nosso time não é qualificado o suficiente para brigar pelo título ”, disse o defensor. A declaração é justa? É, de fato, a qualidade do elenco que está fazendo diferença agora? Em uma análise rápida vamos buscar responder esses questionamentos. Veja:

Avaliação por setor

Sistema defensivo – Com o quinteto considerado ideal, forma um forte esquema de defesa. Marcelo Grohe é goleiro de seleção brasileira, dispensa comentários.

A dupla de zaga titular, sendo Geromel e o argentino Kannemann, é de bom nível. Principalmente pelo primeiro, lembrado por Tite na última convocação, de maneira merecida. Wallace Reis é uma boa opção na reserva.

Nas laterais, talvez, o maior problema. Na direita, Edilson foi trazido meio que em caráter emergencial. Desde a saída de Galhardo no fim do ano passado, a posição ainda não encontrou seu dono. Na esquerda, Marcelo Hermes, que vinha em boa fase, está afastado por problemas com a diretoria. Marcelo Oliveira, outrora capitão, não goza do mesmo prestígio de antes e tem sido constantemente criticado pela torcida.

Meio-campo – Na parte da retaguarda desse setor alguns nomes se destacam. Walace, campeão olímpico com um bom destaque, é inquestionável. Jailson e Ramiro não comprometem.

Na armação, desde a saída de Giuliano, negociado com o Zenit, a produção diminuiu. Douglas e Maicon não são jogadores constantes. Alternam bons e maus momentos. Mas ainda sim, já deram mostras que apresentam um bom nível para o futebol brasileiro.

Ataque – Esse é o setor mais forte da equipe. Miller Bolaños, Luan, Henrique Almeida, Everton, Negueba e Pedro Rocha se destacam. O problema é a fase dos homens de frente. Nos últimos cinco jogos, apenas dois gols. O equatoriano Bolaños, desde que sofreu uma grave lesão no rosto em um Gre-Nal, pelo Gauchão, não conseguiu recuperar seu melhor futebol. Ainda oscila bastante. Luan também não vem de boa fase e não recuperou seu ritmo anterior aos Jogos Olímpicos.

O elenco não é ruim, mas o momento sim

Com tudo isso que foi mostrado, não dá para dizer que o elenco seja fraco. Como qualquer outro, tem seus problemas. A questão do momento é a fase da equipe. Jogadores que foram fundamentais em momentos anteriores, não decidem como antes. Declarações como essa só elevam os problemas, ainda que ela não tenha sido feita de forma direcionada, mas de uma maneira ampla.

O problema é que a crise tende aumentar. Sem vencer há cinco rodadas, o Grêmio passa por seu pior momento no campeonato. Na oitava colocação com 37 pontos, cada vez mais perde contato com o grupo de cima. A distância para o G4 é de cinco pontos.

Roger pediu demissão e saiu. Além disso, departamento de futebol também vai passar por mudanças profundas. Turbulências em todos os níveis, dentro e fora de campo.

Faltando 13 rodadas para o fim do campeonato é totalmente possível uma retomada. Agora é preciso se reorganizar e buscar um novo comandante. Renato Gaúcho, que já apagou outros “incêndios” no Olímpico, surge como a bola da vez.

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