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Davi venceu Golias: Del Valle elimina Boca e temos mais uma surpresa em final de Libertadores

No século, pelo menos dez finais tiveram times que não eram cotados para chegar à decisão

Por Bruno Louzada

Até pouco tempo, muita gente só conhecia Del Valle como marca de suco. Em poucos anos, o time equatoriano se habituou a participar da Libertadores e agora é finalista da competição, que já se acostumou a ter “zebras” em finais.

Neste século, vamos para a 16ª final; em dez, pelo menos um dos times não era apontado como favorito. Em 2002, por exemplo, a decisão foi entre Olimpia e São Caetano. Veja a lista:

2001 – Cruz Azul

2002 – Olimpia e São Caetano

2004 – Once Caldas

2005 – Atlético Paranaense

2008 – LDU

2010 – Chivas

2011 – Peñarol

2013 – Olimpia

2014 – Nacional (PAR)

2015 – Tigres

Caminho até a final

Na fase de grupos, o Independiente Del Valle passou em segundo no grupo do Atlético-MG. Deixou para trás o tradicional Colo-Colo. O Atlético Nacional foi líder do Grupo 4 e geral, com 16 pontos. Passou à frente de Huracán, Peñarol e Sporting Cristal.

Nas oitavas de final, já uma grande surpresa: em dois jogos épicos, o Del Valle eliminou o atual campeão do torneio, o River Plate. O Nacional, por sua vez, teve menos trabalho diante do Huracán. Na fase seguinte, o duelo dos dois times que apresentavam o melhor futebol até aquele momento: Rosário Central e A. Nacional. E, depois de perder por 1 a 0 na Argentina, os colombianos conseguiram uma virada espetacular em casa. Ali se confirmou a força do time. Os equatorianos, dessa vez, precisaram das penalidades para passar pelo Pumas.

Até que chegaram as semifinais e, pela frente, dois adversários com mais títulos, camisa e experiência. Não que isso pudesse pará-los. Del Valle e Nacional fazem a primeira final entre equatorianos e colombianos. É também a primeira vez desde 1991 que não temos brasileiros ou argentinos na decisão.

O Del Valle, pequeno, nunca foi campeão nacional, derrubou o gigante. Na Bombonera, o (ainda?) estádio mais temido da América. Mais uma vez prova que o futebol é coletivo e que não basta ter nome. Camisa e história são importantes e respeitáveis, mas não suficientes. São Paulo e Boca ficaram pelo caminho para mostrar isso. E o Del Valle, contra o Nacional, segue sua saga de azarão.

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