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Da liderança à manifestação – o que aconteceu com o Internacional

Colorado sai de líder e favorito ao título para a 13ª posição em oito rodadas

Por Felipe Frederico

Esse é o futebol. Algumas rodadas e resultados ruins tiram um time da primeira colocação, derrubam técnico e levam o torcedor a protestar veementemente contra o clube. O Internacional perdeu mais uma, dessa vez em casa, contra o Corinthians, por 1 a 0. Essa foi a quarta derrota do time gaúcho nos últimos cinco jogos, com o resultado, o Colorado permanece com 21 pontos, apenas três acima do Z-4.

Nico López no Inter

Nico López em sua estréia. (FOTO: RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO INTER)

Após a derrota para o Corinthians a reação do torcedor do Inter foi imediata. Um grupo foi em direção ao portão de acesso dos jogadores para protestar contra a má fase, de maneira nada pacífica. Aos gritos de “Vergonha, time sem vergonha”, e contra a diretoria do presidente Vitorio Piffero, os manifestantes tentaram invadir a área de acesso dos atletas, e chegaram a quebrar vidraças. A Brigada Militar teve que intervir para conter os indignados torcedores colorados.

Protesto torcida do Inter

Torcida protestando após mais uma derrota do Inter. (FOTO: Tomás Hammes/ge.com)

Diretoria do Inter perdida

Quando Vitorio Piffero foi eleito pela segunda vez como presidente do Inter, o técnico era Abel Braga, que estava em final de contrato, e não houve interesse em renová-lo. No seu lugar, veio Diego Aguirre, estrangeiro, treinador ofensivo. Não deu certo, e chegou Argel, pragmático e como se diz na gíria popular, retranqueiro. De novo não funcionou, e chegou Falcão, estudioso e teórico. É difícil resumi-los em uma só palavra, mas fato é que são técnicos completamente diferentes.

Eleito em 2014, Piffero disse no dia 14 de dezembro que não pensava em contar com um técnico estrangeiro. Logo depois, Diego Aguirre, uruguaio, foi anunciado no colorado. Aguirre levou o Inter a semifinal da Libertadores, mas foi derrotado pelo Tigres. Após a eliminação, durou pouco no Beira-Rio. No Brasileirão foram  mais sete jogos e apenas duas vitórias. O presidente entendeu que o time precisava de um gás novo. Aguirre foi demitido, e Argel contratado.

Aguirre no Inter

Aguirre nos tempos de Inter. (FOTO: Donaldo Hadlich/Frame/Ag. O Globo)

Argel no comando do Inter

Um nome contestado por muitos, dito como “treinador de time pequeno”, adepto do futebol de resultados. Argel Fucks foi anunciado no colorado no dia 13 de agosto de 2015. Em 2016 foi campeão gaúcho, feito que não tem sido muito difícil para o Inter, hexacampeão. O futebol nunca foi vistoso. O time dele era uma equipe pragmática, que se defendia muito bem e era oportunista, não perdia as oportunidades que tinha, mesmo que fossem poucas. Com esse futebol, chegou a liderança do Brasileirão, onde ficou até oito rodadas atrás.

O problema desse estilo de jogo, é que uma hora a bola resolve não entrar, a defesa falha, e faltam recursos para driblar a má fase. Após seis rodadas e apenas um ponto ganho, Argel foi demitido, depois da derrota por 1 a 0 para o Santa Cruz. Um dia depois foi anunciado como novo treinador do Figueirense, clube onde está na sua terceira passagem.

A volta de Falcão

Para o lugar do antigo comandante foi anunciado Falcão, ídolo histórico do colorado. Dá pra dizer que ele apresenta um perfil oposto ao de Argel. Um técnico mais calmo, estudioso, menos sanguinário. Falcão foi demitido do Sport por ter feito um trabalho muito ruim, desmontando a boa base formada por Eduardo Baptista. Resultado? Duas derrotas e um empate nos três jogos disputados. É complicado criticar um profissional que está apenas a três rodadas no comando do time, mas o começo é preocupante.

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