Cruzeiro 2016: jogar em casa não faz diferença.

Equipe já teve 3 treinadores neste campeonato brasileiro, mas a rotina é a mesma: time vai melhor fora do que em casa.

Por Vinícius Miranda

No último domingo, no clássico contra o rival Atlético, devido às circunstâncias, o Cruzeiro conseguiu um bom resultado: um empate com um dos candidatos ao título atuando com um jogador a menos. Porém, essa tem sido a tônica da equipe celeste nos jogos no Mineirão. Raras vitórias, alguns empates e cinco derrotas.

Um número altíssimo quando comparamos com o retrospecto de outros times grandes. E que dificulta a ascensão do time de Mano Menezes neste campeonato. A equipe segue próximo à zona do rebaixamento sem conseguir “sair do bolo”.

Cruzeiro de Mano Menezes melhora, mas não muito

Desde que assumiu o comando da equipe, é inegável que o desempenho cresceu. O time ganhou os reforços de Ábila e Rafael Sobis, que melhoraram a performance ofensiva. Na defesa, Mano conseguiu ajustar melhor posicionamento e fazer com que a equipe sofresse menos gols e diminuísse os erros.  Mas o que não mudou para o time que era comandado por Paulo Bento são os resultados dentro de casa. No Mineirão, a equipe ainda deixa a desejar. Tem dificuldade para impor seu ritmo de jogo e segue perdendo pontos que poderiam colocar o time azul na parte de cima da tabela.

Má fase de alguns jogadores

Na defesa, o grande nome da equipe no bicampeonato brasileiro foi Bruno Rodrigo. O jogador ex-santos era um dos pilares do time. Mas neste ano, não tem feito bons jogos, além de ter errado mais do que a torcida estava acostumada a ver.

Dedé e Manoel foram outros nomes contratados  por altos valores, mas nenhum deles conseguiu ter uma grande sequência de jogos. Seguidas lesões atrapalham a dupla. E Dedé só deve voltar a jogar no próximo ano. Fábio, ídolo celeste era outro atleta que não vinha em um bom momento antes da lesão.

Constantes mudanças no comando

A falta de pulso da diretoria é outro fator que atrapalha o time. Com 3 treinadores em 22 turnos, os jogadores têm dificuldade em assimilar e entrosar com as idéias dos técnicos, o que aumentam falhas táticas e técnicas durante as partidas.

Com isso, o time fica à deriva de sua qualidade técnica, que melhorou do início do campeonato pra cá, mas sofre quando enfrenta times melhores ou que jogam fechados. Por isso, um número alto de jogos em que não saiu vencedor dentro de casa. Situação totalmente diferente da equipe bi-campeã, que já tinha entrosamento, qualidade e estabilidade da diretoria.

 

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