Como Klopp pode superar as importantes baixas por lesão?

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Por Bruno Louzada

Coutinho, Lallana, Sturridge e Firmino. Quatro peças fundamentais do sistema ofensivo do Liverpool se lesionaram em um curto período de tempo. O vice-líder da Premier League têm feito grandes jogos e é, por exemplo, dono do melhor ataque da competição. Sem torneios europeus, o foco é todo no campeonato nacional, mas Jürgen Klopp vai ter um grande desafio – remontar um eficiente sistema ofensivo mesmo com todos esses desfalques.

A situação mais grave é de Philippe Coutinho. Com um problema no tornozelo direito, deve ficar fora por seis semanas, perdendo um período de muitos jogos na Premier League. O camisa 10 não atua nos clássicos contra Everton e Manchester City, por exemplo. É provável que volte a tempo dos jogos contra United e Chelsea, na segunda quinzena de janeiro. Os outros três já estão mais perto do retorno aos treinos, mas ainda não jogam no final de semana, contra o Bournemouth.

Também sem o lesionado Danny Ings, Klopp fica com opções reduzidas para o ataque. Na atual situação, Klopp tem duas alternativas mais claras: utilizar um dos jovens à disposição, como Ojo ou Ejaria, ambos com 19 anos, ou promover a entrada do contestado Alberto Moreno na lateral, com o deslocamento de Milner para o meio. Origi deve ganhar mais oportunidades.

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Na opção abaixo, Klopp precisa mexer apenas em uma posição, sem deslocar Milner, que vem tendo um bom desempenho. Por outro lado, Ejaria está pronto para ser titular?

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De uma vez só, Klopp perde seus dois melhores assistentes – Coutinho e Lallana – e o brasileiro é o vice-artilheiro do time com 5 gols, além de ter sido eleito quatro vezes o Melhor Jogador do Liverpool nesta Premier League. Sobre Coutinho, Klopp falou “ele dribla, chuta, faz tudo. Mas o mais importante é que temos um jogo coletivo forte”. A defesa, por exemplo, tem melhorado. Ponto fraco do time, passou os dois últimos jogos sem sofrer gols.

 

Klopp já passou por isso

O Borussia Dortmund conseguiu, com o atual treinador dos Reds, o improvável. Desafiou o Bayern na Alemanha e os gigantes na Europa. Finalista da Champions League, Klopp teve experiência muito semelhante à atual, especialmente no período final no Borussia. Naquela final contra o Bayern não contou com Mario Götze. Reus e Gündogan também desfalcaram o time em muitas oportunidades. O polivalente Kevin Großkreutz ganhou muito espaço assim.

O “Normal One” tem mais um desafio pela frente. Tocar um elenco reduzido, agora com problemas, ainda a um mês da janela de transferências. O Liverpool tem uma cara, mas será que, sem seus caras, vai continuar no mais alto nível?

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