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Após deixar o Grêmio, Bressan faz caminho inverso e vai atuar no Peñarol do Uruguai

Veja alguns nomes que já fizeram bonito por equipes sul-americanas e podem servir de inspiração para o zagueiro

Por Rodolfo Lamas

O anúncio de Bressan como novo zagueiro do Peñarol trouxe uma certa estranheza. Indo contra a maré dos últimos anos, o zagueiro tem, no passado, bons exemplos de brasileiros que fizeram sucesso nos países vizinhos.

Não só pelo tamanho do país, mas também pelo poderio financeiro, pode-se dizer que o Brasil é uma espécie de metrópole da América do Sul. No futebol, a situação não é diferente. Em todas as janelas de transferências é comum ver jogadores argentinos, uruguaios, paraguaios e atletas de outras nações vizinhas desembarcando no país para reforçar nossos clubes.

O caminho inverso, no entanto, não é comum na atualidade. A contratação do zagueiro Bressan, ex-Grêmio e Flamengo, pelo Peñarol do Uruguai causou uma certa surpresa. O jogador que não vinha tendo muitas chances na equipe gaúcha, decidiu aceitar a proposta da equipe uruguaia para jogar mais. A experiência no país vizinho pode ajudar o atleta a desenvolver seu futebol, pois lá os defensores são normalmente reconhecidos por sua técnica e entrega dentro de campo.

Bressan com o uniforme do Peñarol (Foto: Reprodução)

Bressan com o uniforme do Peñarol (Foto: Reprodução)

No passado, a ida de brasileiros para outros países da América do Sul era mais frequente. No Uruguai, no mesmo Peñarol de Bressan, alguns inclusive foram marcantes em importantes conquistas.

 

Veja alguns jogadores que fizeram o caminho inverso e atuaram em países vizinhos:

Domingos da Guia (Nacional – URU e Boca): Tido como um dos maiores zagueiros da história, o “Divino Mestre” Domingos da Guia teve duas passagens marcantes em vizinhos sul-americanos. Primeiro no Nacional do Uruguai de 1934 a 1935. Depois no Boca Juniors, onde ficou de 1935 a 1936. Foi campeão nos dois clubes.

Didi (Sporting Cristal): o “Principe Etíope”, como ficou conhecido, deixou o Botafogo no início dos anos 60 para se aventurar no futebol peruano. Por lá exerceu a função de jogador-treinador. É considerado um dos maiores nomes da história do clube.

Jair Gonçalves (Peñarol): depois de virar ídolo e multicampeão no Internacional, Jair encarou o desafio de jogar no futebol uruguaio, em 1982, e não se arrependeu. No auge da forma, o craque jogou muito, fez gols maravilhosos, deu passes formidáveis e foi uma das principais estrelas do time campeão da América e do mundo, sendo inclusive eleito o melhor jogador da final do torneio intercontinental.

Jair com os prêmios recebidos após ser eleito o melhor da final do Mundial. (Foto: Reprodução)

Jair com os prêmios recebidos após ser eleito o melhor da final do Mundial. (Foto: Reprodução)

Iarley (Boca): o atacante chamou a atenção do Boca Juniors quando marcou o gol da surpreendente vitória do Paysandu contra o time xeneize em plena Bombonera, em 2003. Ao final daquela Libertadores, ele foi contratado pelo clube argentino e acabou deixando boa impressão, tendo conquistado o Mundial de Clubes daquele ano.

Iarley comemorando título pelo Boca. (Foto: Portal Uol)

Iarley comemorando título pelo Boca. (Foto: Portal Uol)

Silas (San Lorenzo): Foi um dos principais nomes do São Paulo na segunda metade da década de 80. Fez parte do time que ficou conhecido como os “Menudos do Morumbi”. Depois de rodar por diversas equipes, chegou ao San Lorenzo em 1995. Lá foi fundamental na conquista do campeonato Argentino naquele mesmo ano. É considerado o maior camisa dez da equipe nos anos 90.

Silas em ação pelo San Lorenzo. (Foto: Reprodução)

Silas em ação pelo San Lorenzo. (Foto: Reprodução)

 

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