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Antes de estrear pelo Vitória, Argel já deu e tirou pontos do clube baiano

Dança dos técnicos e falta de regulamentação causam situações curiosas como essa

Por Bruno Louzada

Argel Fucks estreia nesta quinta-feira no comando do Vitória. No Beira Rio, enfrenta justamente o clube pelo qual começou o Brasileiro, o Internacional. Após três derrotas seguidas, Vagner Mancini deixou o clube baiano e abriu espaço para Argel, que chega ao terceiro clube na mesma temporada.
Podemos até discutir se vale a aposta no técnico ex-Figueirense para tentar livrar o rubro-negro do rebaixamento. Mas, acima disso, existe um debate mais importante. Precisamos de alguma regulamentação para o trabalho de treinadores no Brasil, assim como acontece com os jogadores. Os atletas não podem defender três clubes brasileiros na mesma temporada. Além disso, não é permitida uma transferência para outro clube da mesma divisão se o jogador já tiver disputado sete jogos no campeonato.
O caso de Argel é sintomático. Depois de uma boa estreia no Inter, a primeira derrota só veio na sexta rodada. O adversário? O Vitória! Sim, Argel já deu pontos ao clube baiano antes mesmo de estrear no comando do mesmo. Mas não para por aí. Na nona rodada, o Inter de Argel perdeu para o Figueirense. Exato, ele também deu pontos ao Figueira antes de assumir o time catarinense.
E para deixar a situação ainda mais bizarra, a 17ª rodada reservou um confronto entre Figueirense e Vitória. Já no comando do alvinegro, Argel conseguiu sua única vitória com o clube neste campeonato: 1 a 0 sobre a nova equipe do treinador. É isso mesmo, Argel já deu e tirou pontos do rubro-negro antes mesmo de ser contratado.
A reflexão é mais do que necessária. As ações também. Além de causar bizarrices como essa, a ausência de limites para contratação de técnicos também incentiva os clubes a trocarem o comando. Na Itália, por exemplo, um treinador só pode dirigir um clube por campeonato. Se ele é demitido, fica recebendo até o fim do ano. Com isso, diminuem as opções no mercado e, consequentemente, os dirigentes pensam duas vezes antes de demitir um técnico.
Não precisamos seguir o modelo italiano, mas já passou da hora de desenvolvermos nosso próprio sistema de regulamentação deste mercado específico.

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