Relembre 5 grandes confrontos entre brasileiros na Libertadores neste século

Libertadores é sempre especial. A raça (às vezes confundida com violência), a festa nas arquibancadas, estádios históricos, camisas pesadas… e grandes clássicos. Internacionais como Boca x São Paulo ou nacionais como Corinthians x Vasco, que sempre ganham um gostinho especial por valerem pela maior competição de clubes da América.

Por isso, aproveitamos mais um duelo brasileiro, hoje no Morumbi, para relembrar confrontos memoráveis entre clubes do Brasil pela Liberta no século XXI. Levamos em conta vários fatores: rivalidade, importância do jogo, a partida em si… Foi difícil fechar a lista, mas ficamos com os cinco jogos que você confere abaixo.

Antes, vale esclarecer: 2000 foi no século passado, portanto Palmeiras x Corinthians não entra.

 

  1. Palmeiras (4)2 x 2(3) Cruzeiro – Quartas de final – 2001

Marcos já era “Santo”. O Palmeiras vinha de duas finais seguidas de Libertadores – nessa edição parou nas semifinais para o algoz do ano anterior, o Boca Juniors. No jogo da ida, no Palestra, 3×3. O comandante era Celso Roth, e agora Luiz Felipe Scolari estava do outro lado. O adversário conquistaria a tríplice coroa naquele ano.

No tempo normal, Alessandro e Cris fizeram para o time celeste. Alex ainda perdeu um pênalti, mas Arce e Alexandre –zagueiro dispensado pelo Cruzeiro em 2000 –  garantiram o empate e a decisão nas penalidades. E mais uma vez Marcos decidiu. O goleiro que pegou um terço dos pênaltis contra times brasileiros na Libertadores (8 de 24). Foram sete cobranças para cada lado – Alex perdeu novamente. Mas o “Santo” palmeirense salvou mais uma vez. Marcos herói e o Palmeiras alcançou mais uma semifinal na Copa Libertadores, a terceira seguida.

Escalações:

PALMEIRAS: Marcos; Arce, Alexandre, Leonardo de Paula e Felipe; Galeano, Fernando, Alex e Lopes; Juninho (Basílio) e Fábio Júnior (Tuta (Muñoz).
Técnico: Celso Roth

CRUZEIRO: André; Neném (Marcos Paulo), Cris, Luísão e Alex; Marcus Vinícius, Ricardinho, Cléber Monteiro e Jorge Wagner (Jackson); Oséas e Alessandro (Marcelo Ramos).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Veja os lances do jogo:

 

  1. Internacional 2×2 São Paulo – Final – 2006

No primeiro jogo, Rafael Sóbis calou o Morumbi – dois gols e uma exibição de gala colocaram o Inter em vantagem. Na volta, Beira-Rio lotado para ver o experiente colorado, do capitão Fernandão, levantar a taça.

Ele mesmo abriu o placar, mas o consistente São Paulo de Muricy Ramalho –campeão brasileiro naquele ano – empatou: Fabão. Tinga fez mais um para o Inter. Aos 40, Lenilson ainda deu esperança ao tricolor, mas não foi suficiente. Colorado campeão com Abel Braga, e mais tarde bateria o Barcelona de Ronaldinho no Mundial.

Escalações:

INTERNACIONAL: Clemer; Bolivar, Fabiano Eller e Indio; Ceará, Edinho, Tinga, Alex (Muchel) e Jorge Wagner; Fernandão e Rafael Sobis (Ediglê). Tec.: Abel Braga
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Edcarlos (Alex Dias), Fabão e Lugano; Souza, Mineiro, Richarlyson (Thiago Ribeiro), Danilo (Lenilson) e Júnior; Leandro e Aloísio. Tec.: Muricy Ramalho

Veja os lances do jogo:

 

  1. Santos 3×1 Grêmio – Semifinal – 2007

O critério do gol marcado fora de casa colocou o Grêmio de volta a uma final de Libertadores. Depois de subir da Série B, uma ascensão meteórica: terceiro lugar no Brasileiro de 2006 e finalista da Liberta em 2007, num grande trabalho de Mano Menezes. A pressão era grande, já que o rival Inter havia sido campeão da América no ano anterior.

O Santos tinha toda a experiência de jogadores como Kléber e Zé Roberto, um elenco caro, além do comando de Vanderlei Luxemburgo. Na ida, 2×0 Grêmio no Olímpico. Na Vila Belmiro, Diego Souza até abriu o placar para o tricolor. Mas o improvável aconteceu. Com grandes exibições de Zé Roberto e Renatinho – autores dos gols – o Santos fez 3×1. Mas não foi o suficiente. O Grêmio voltava a uma final depois de 23 anos.

Escalações:

SANTOS: Fábio Costa, Alessandro (Rodrigo Tabata), Adaílton, Domingos e Kléber; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Pedrinho (Moraes) e Zé Roberto; Renatinho (Jonas) 0e Marcos Aurélio.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Saja, Patrício, William, Teco e Lúcio; Gavilán, Sandro Goiano, Diego Souza e Tcheco (Edmílson); Carlos Eduardo (Ramon) e Douglas (Lucas).
Técnico: Mano Menezes

Veja os melhores momentos da partida:

 

 

  1. Fluminense 3×1 São Paulo – Quartas de final – 2008

A Unimed investiu pesado na montagem daquele time: Conca, Thiago Neves, Washington, Dodô… além de Renato Gaúcho no banco. A campanha foi a melhor da primeira fase, e depois de passar pelo Atlético Nacional, um duelo de tricolores. O São Paulo era o atual bicampeão brasileiro (seria tri naquele ano) e tinha o Imperador Adriano.

A vitória paulista no primeiro jogo (1×0) não desanimou os mais de 72 mil torcedores que foram ao Maracanã – ali o time começava a demonstrar sinais da “sorte de campeão”. Aos 46 do segundo tempo, 2×1 para o Flu (gols de Washington, Adriano e Dodô) e São Paulo nas semifinais. Escanteio para o Fluminense; Thiago Neves na bola; e ela procura a cabeça do matador: o Coração Valente faz o Maraca explodir de alegria e classifica o tricolor carioca, que ainda passaria pelo Boca (com Washington decidindo outra vez) até perder a final para a LDU.

Escalações:

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Gabriel (Alan [88′]), Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior César; Ygor (Maurício [81′]), Arouca (Dodô [54′]), Cícero, Conca e Thiago Neves; Washington
Técnico: Renato Gaúcho

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jancarlos (Joílson [46′]), Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Zé Luis, Fábio Santos, Hernanes e Hugo (Jorge Wagner [78′]); Dagoberto (Aloísio [57′]) e Adriano
Técnico: Muricy Ramalho

Melhores momentos do jogo:

 

 

  1. Corinthians 1×0 Vasco – Quartas de final – 2012

O time do Parque São Jorge era o atual campeão brasileiro, mas vinha investindo pesado e se decepcionando na busca da primeira Libertadores. O Vasco, vencedor da Copa do Brasil em 2011, era um bom time liderado por Juninho Pernambucano, Felipe e Diego Souza.

Na ida, um 0x0, em jogo atrapalhado pelas condições do gramado de São Januário. Na segunda partida, Pacaembu lotado, Corinthians pressionando. Mas o Vasco também criava chances. E dois lances foram marcantes, mudaram os rumos da história. Segundo tempo, Alessandro erra e Diego Souza avança livre, completamente sozinho. Cara a cara com Cássio e… consagração do goleiro.

Aos 42, escanteio. Cruzamento, cabeçada de Paulinho e…TERREMOTO no Pacaembu (como narrou Everaldo Marques – vídeo abaixo). O sonho do primeiro título da América seguia vivo para o pragmático Corinthians de Tite.

 

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho, Ralf, Danilo e Alex; Jorge Henrique (Willian) e Emerson (Liedson). Técnico: Tite
VASCO: Fernando Prass, Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri (Felipe); Nilton, Rômulo, Juninho Pernambucano e Diego Souza; Eder Luis (Carlos Alberto) e Alecsandro.

Técnico: Cristóvão Borges

Melhores momentos e gol do Corinthians:

 

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